História do Festival Internacional de Balonismo de Torres RS

Conheça um pouco da história do Festival de Balonismo de Torres RS

Em 1989, durante os preparativos da II FEBANANA, festa anteriormente realizada no Município, os organizadores resolveram inovar e trazer alguns balões para a divulgação do evento. O interesse do público pelos balões foi tanto que, em outubro daquele ano, surge o 1º Festival Sulbrasileiro de Balonismo em Torres. A FEBANANA não mais se realizou no Município, enquanto que o Festival de Balonismo passou a ser realizado anualmente, tornando-se o principal e mais tradicional evento da cidade.
A 1ª edição do Festival foi um verdadeiro sucesso, contou com a participação de 10 enormes e coloridos balões e chamou a atenção principalmente por se tratar de um evento inédito no sul do país. Jornais expoentes do Rio Grande do Sul divulgaram e destacaram o acontecimento, possibilitando que pessoas de todo o Estado tomassem conhecimento deste evento. Realizado no mês de outubro, porém, os ventos da primavera atrapalharam um pouco a competição, impedindo os balões de alçarem vôo em muitas provas.
A cada ano, aumenta o número de balões no evento, colorindo ainda mais o céu de Torres. Também balonistas e suas equipes ganham a empatia do público que, gradativamente, cresce a cada nova edição do Festival.
Fatos marcantes, ocorridos durante os dezoito anos de Festival, valem ser lembrados:
Na 3ª edição, a novidade foi o número recorde de balões (22) e de público participante (25 mil pessoas), atraídos especialmente pela chegada de helicóptero do Coelinho da Páscoa, e pelo Bal ão da Xuxa, que pela primeira vez se apresentou em Torres.
Na 4ª edição do evento, em 1992, o paulista Leonel Brites realizou a façanha de apanhar as chaves do carro 0km oferecido como prêmio na Prova do Mastro. A chance desta prova ser concluída é de apenas uma em cada cem;
Em 1993, Lincoln Freire realizou um vôo pendurado num balão em forma de lata da Skol, fato in édito na América do Sul até então.
Em 1994, o Programa Jornal do Almoço, da RBS TV, foi realizado ao vivo, direto do evento, durante a abertura da 6ª edição. O show nacional da banda Só Para Contrariar foi a outra grande atração do evento;
No 7º Festival de Balonismo, o público assistiu ao casamento do piloto paulista Eduardo de Melo com a torrense Patrícia Pompermaier, dentro de um balão semi-inflado. No mesmo ano, dois balões foram levados para o mar, sendo seus tripulantes resgatados por um helicóptero da Brigada Militar.
No festival de 1997, 9ª edição, além da presença de 30 balões – as estrelas da festa, provenientes do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra, o evento contou com diversas atrações paralelas. Shows com as bandas Titãs e Negritude Júnior, para-quedismo, acrobacias aéreas, espetáculo pirotécnico, Night Glow (dança dos balões iluminados, ao som da 9º Sinfonia de Beethoven) e a realização da Mostra Regional de Turismo, do 1º Exposul (mostra de móveis, decoração e serviços) e das Feiras de Vestuários Outono/Inverno e da Construção Civil foram algumas das atra ções;
Na 10ª edição, o vento voltou a pregar peças nos balonistas, levando novamente um balão em direção ao mar, assustando piloto e auxiliar. O balão chegou a entrar cerca de 500 metros mar à dentro. Neste mesmo ano, o balonista Ricardo Free e seu companheiro, João Batista Rosa, conseguiram repetir a façanha de Leonel Brites, pegando a chave de um carro 0km na Prova do Mastro. Os shows de Elba Ramalho e Leandro e Leonardo foram a sensação do evento, que contou também com a realização paralela do 1º Encontro Nacional de Pipas, com distribuição de cinco mil “kits pipas” para os participantes do evento, que aprenderam a montar e empinar pipas.
Em 2000, o Festival de Balonismo ganhou o status de Festival Internacional de Balonismo.
O sucesso das muitas edições do evento consolidou Torres como a Capital Brasileira de Balonismo.
O Festival é hoje o principal evento promovido pelo município, posto que se deve, entre outras coisas, a sua continuidade (em 2006, o Festival completou sua 18ª edição), singularidade (eventos consecutivos como este são realizados apenas em dois outros lugares no mundo: Albuquerque, no Novo México, e Chateau D’Ouex, na Suíça) e a mídia espontânea que gera em veículos de rádio, TV e jornais.

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